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Em Linhares a cada 30 minutos, 1 paciente busca posto de saúde por beber demais

Uma das praias mais frequentadas na região Norte do Espírito Santo, o balneário de Pontal do Ipiranga, em Linhares, registra também um grande número de atendimentos médicos por conta de um problema que pode ser evitado: o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Em 11 dias de plantão, neste ano, foram 600 atendimentos por esse motivo. A média é de 54 por dia, o que resulta em dois por hora, ou um atendimento a cada 30 minutos. A maioria dos pacientes são adolescentes e jovens.

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Nos primeiros 11 dias do ano foram 600 atendimentos por exagero no consumo de bebida alcoólica.

Em entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, a enfermeira Caroline Alves Macedo explica que esse é um problema que deixa as autoridades em alerta, principalmente nessa época do ano.

“Preocupa e muito, principalmente pelas consequências que esse consumo excessivo pode causar, que é o aumento de acidentes de trânsito, e crescimento da  violência, tornando o indivíduo mais vulnerável às situações de violências sexual e doméstica, entre outras ocorrências que podem surgir em decorrência do excesso de bebida alcoólica”, ressalta.

A unidade de saúde da família de Pontal do Ipiranga conta com equipe que atua em regime de plantão durante o verão. Mesmo com toda a estrutura, Caroline diz que o crescimento de atendimentos como esses prejudica e sobrecarrega os profissionais.

“A Prefeitura de Linhares montou uma estrutura para atender as festividades durante o período de verão, com equipes que atuam no balneário por 24 horas. Porém, esse aumento sobrecarrega nosso trabalho”, informa a enfermeira. A prefeitura destacou ainda que “poderia estar executando serviço de maior qualidade para outras demandas, mas que o aumento excessivo de indivíduos que procuram a unidade por conta do excesso no consumo de álcool prejudica o trabalho oferecido”, afirma Caroline.

PERFIL DOS PACIENTES
Ainda segundo a enfermeira, o perfil dos pacientes que procuram atendimento por conta do alto consumo de bebidas alcoólicas é, na maioria das vezes, adolescentes e jovens.

“O adolescente é o que mais nos preocupa, porque ele fica muito mais vulnerável. Não há distinção entre gêneros, as meninas bebem tanto quanto os meninos. Eles chegam desacordados à unidade, com baixo nível de consciência e ficam vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis, a uma gravidez indesejada e podendo sofrer uma violência sexual devido à inconsciência”, destaca.

Geralmente, os pacientes são menores de idade. Portanto, nesses casos, a conduta dos profissionais é acionar o Conselho Tutelar para que tome as medidas necessárias. “Na maioria das vezes esses pacientes chegam acompanhados de amigos. A nossa conduta é acionar o Conselho Tutelar, para que eles façam a busca pelo pai ou responsável pelo adolescente para que busque esse paciente na unidade”, conclui.

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